domingo, 15 de janeiro de 2012

VW Gol 2013: Será um sucesso?

Diante da ofensiva crescente da concorrência, a VW vem preparando desde o ano passado o facelift do seu modelo principal no mercado brasileiro. Líder há 25 anos, o VW Gol reúne todas as características que um veículo dessa categoria precisa apresentar: espaço interno, robustez, liquidez de mercado, bom valor de revenda, além de manutenção simples e relativamente barata. Mas, será que o VW Gol 2013 terá o suficiente para se manter à frente de rivais como o renovado Fiat Palio?

Assumindo a identidade. Projeção: Notícias Automotivas

Desde o lançamento do Novo Fiat Uno (que nós já avaliamos aqui), a Fiat vem mostrando que consegue ameaçar a liderança do VW Gol com um conjunto bem resolvido e acertado, sem necessariamente possuir um preço tão bom assim. O design é a maior arma do Fiat Uno perante o campeão mas, mesmo assim, a racionalidade germânica do modelo "Das Auto" tem conseguido absorver a força da ofensiva italiana.

Porém, a Fiat no final do ano apresentou sua nova arma, o renovado Fiat Palio. Com um design atraente, remetendo aos seus irmãos mais velhos, além de racionalidade em seus pacotes e motorização, o Palio teria armas suficientes para atrapalhar a vida do líder. Como se não fosse suficiente, seu preço ainda diminuiu e ele agora supera o rival em equipamentos, com a oferta de cruise control e airbags laterais, por exemplo.

Visando manter o seu rebento no topo da tabela de vendas, a VW adiou para 2012 o facelift que já não é mais segredo desde o ano passado. Adotando a identidade visual da marca, o VW Gol terá mais sobriedade em suas linhas dianteiras. Na traseira não deve haver muita diferença, bem como o interior, que deverá se manter praticamente intacto. Eu apostaria em uma mudança no painel de instrumentos, que poderia ficar igual ao do VW Fox, com visual mais limpo e uma tela maior do i-System (computador de bordo).

Eis o modelo atual. Qual você prefere? Foto: Divulgação

Para atender uma gama maior de consumidores e talvez aposentar definitivamente o Gol GIV, é esperada uma versão de duas portas a partir de R$ 25.000. Apesar das duas portas não serem muito queridas no mercado brasileiro (e eu já falei sobre isso), é evidente que o Fiat Uno cresceu muito em vendas quando passou a oferecer opção de duas portas em toda a sua linha.

A favor da VW conta ainda o refinamento dinâmico do veículo, que tem um comportamento de suspensão e direção muito elogiado por várias publicações especializadas. Quando eu tive a oportunidade de guiar o VW Gol Power algum tempo atrás, fiquei impressionado com a sensação de solidez do carro e sua estabilidade exemplar. Os freios também são bem calibrados e casam com todo o ajuste impecável do compacto. Seu interior possui uma ergonomia excelente e a posição de dirigir supera a concorrência, inclusive por oferecer coluna de direção regulável em altura e profundidade, herança da plataforma compartilhada com o VW Polo.

Porém, alguns fatores pesam contra o VW Gol. O primeiro é o seu preço. As versões mais completas, Power (civil) e Rallye (aventureira) superam a casa dos R$ 50.000 quando totalmente equipadas, encostando no valor de veículos de categoria superior. Não há como enfrentar a concorrência com preços tão altos, mesmo que a qualidade seja superior. Além disso, o seguro do compacto sempre foi caro, diante da incidência de roubos deste, que possui alta demanda de peças no mercado negro.

Há também de ser mencionada a inferioridade do motor VHT 1.6 em relação aos seus concorrentes. Amplamente utilizado na linha VW, o motor tem torque suficiente para proporcionar um desempenho bom ao magro VW Gol (15,6 kgfm para 993 kg da versão Power), mas carece de mais requinte tecnológico, como cabeçote multiválvulas por exemplo, que ampliaria a potência do propulsor, dando mais vida ao hatch e poderia melhorar seu consumo. É evidente que um upgrade no motor 1.0 também cairia como uma luva.

Para completar, o VW Gol precisa também de algo que faça o público se apaixonar pelo carro ao invés de comprá-lo apenas com base na razão. E nada melhor do que o retorno da versão GTI para cumprir esse papel. Já que sonhar não custa nada, o motor TFSI 1.4 do Audi A1 poderia muito bem fornecer os cavalos para essa carruagem dos sonhos não virar abóbora à meia-noite.

Marcelo Silva

Um comentário:

  1. a vw precisa melhorar seus desingner esta grade dianteira ficou sem charme e a traseira tambem, o seus carros são muito bons.

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